Probióticos e suas funções!

Entenda mais sobre esse assunto com nosso nutricionista Rogério Maciel. Confira!

Os seres humanos são envolvidos com bilhões de microrganismos de diferentes cepas. Temos mais bactérias em nosso intestino do que células em nosso corpo e o metabolismo desses microrganismos envolve uma intensa atividade bioquímica com repercussões sobre a saúde e a doença. Essas cepas são chamadas de probióticos que são definidos como microrganismos viáveis que, quando administrados em dosagem adequada, conferem efeitos benéficos contra agressores promovendo um balanço positivo com a população microbiana do trato gastrointestinal. Eles não precisam habitar constantemente o intestino, mas precisam promover um status de saúde ao ser humano. Eles podem ser administrados via alimento ou em preparações farmacêuticas.

Existem mais de trinta microrganismos que são considerados microbióticos tendo participação na saúde do trato digestivo (formação de enzimas digestivas, regulação do trânsito intestinal, etc.); na função nutricional (síntese de vitaminas – complexo B principalmente); na função cardíaca (regulação de colesterol e triglicerídeos); na função metabólica (detoxificação); no sistema autoimune; na função renal (infecção urinária); no trato respiratório (alergias e infecções); e até na função anticancerígena (reparação e prevenção da lesão de DNA).

 É interessante administrar os probióticos nos períodos noturnos, por termos uma diminuição na motilidade (trânsito) intestinal. Considerando que a microbiota intestinal é reposta a cada três dias, não há necessidade de fazer a suplementação diária por longos períodos, excetuando casos mais agudos. É importante destacar que o uso prolongado pode gerar diminuição da colonização individual e, consequentemente, diminuição da contabilização de indivíduos colonizados na vida adulta.