Café: 6 motivos para você consumir a bebida

Ele ajuda a prevenir males como câncer, diabetes e até problemas oculares. Entenda a relação do café com essas doenças e saiba o jeito certo de prepará-lo e consumi-lo.

Previne o diabetes tipo 2

Além da cafeína, estão presentes no café substâncias chamadas compostos fenólicos. Trata-se de moléculas que oferecem uma série de benefícios à saúde, a exemplo da prevenção do diabetes tipo 2. “Elas favorecem o funcionamento da insulina nas células”, conta o cardiologista Luiz Antônio César, pesquisador e diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo. E o diabetes aparece devido à falta ou à pouca absorção desse hormônio no organismo.

Segundo um trabalho da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, publicado em maio de 2014 no periódico Diabetologia, pessoas que tomam café têm, de fato, menos risco de desenvolver o diabetes na idade adulta. Os pesquisadores avaliaram mais de 123 mil pessoas e viram que aquelas que aumentaram a ingestão da bebida apresentavam uma probabilidade 11% menor de desenvolver a doença. Já os participantes que reduziram a quantidade diária de café consumida demonstraram estar 17% mais propensos a se tornar diabéticos.

Afasta o câncer de útero

Um dos principais representantes dos tais compostos fenólicos do café é o ácido clorogênico (ACG), substância ligada à prevenção de diversas doenças, entre elas esse tipo de câncer. De acordo com um relatório do Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer e do Fundo Mundial para a Pesquisa do Câncer, o consumo de uma xícara da bebida por dia reduziria em cerca de 7% o risco de uma mulher desenvolver tumores no endométrio, tecido que reveste o útero.

Reduz a probabilidade de câncer de fígado

As estrelas aqui são eles de novo: os compostos fenólicos. É provável que, devido à prevenção do diabetes – importante fator de risco para tumores no fígado -, essas moléculas atuem também contra esse tipo de câncer. Isso foi demonstrado em um estudo do Instituto de Pesquisa Farmacológica “Mario Negri”, em Milão, na Itália, publicado em maio de 2013 no periódico Clinical Gatroenterology and Hepatology. Após revisar 16 trabalhos que envolviam 3 153 indivíduos, os pesquisadores notaram que o consumo da bebida diminuiu em 40% a propensão à doença. No caso dos voluntários que ingeriam três xícaras de café por dia o risco reduzia para mais de 50%.

Beneficia a visão

Em um estudo feito com ratos, cientistas da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, viram que o ACG protege os olhos de doenças como degeneração macular relacionada à idade, glaucoma e retinopatia diabética, que podem levar à cegueira. Segundo o líder da pesquisa, o professor Chang Yong Lee, tanto o ácido clorogênico quanto certas substâncias que ele forma ao ser digerido protegem a retina do estresse oxidativo e da apoptose (uma espécie de suicídio da célula), processos que levam ao desenvolvimento desses males oculares.

Diminui o risco de derrame

Os autores de um estudo do Centro Cerebral e Cardiovascular Nacional do Japão acreditam que esse benefício se deve – mais uma vez – à ação preventiva que o ácido clorogênico exerce em relação ao diabetes tipo 2. É que a doença causa lesões no endotélio (a camada interna dos vasos) e promove, assim, inflamações nas placas de gordura situadas nas artérias. E é esse processo que leva a episódios de AVC ou infarto.

Resguarda o coração

Esse é outro efeito bastante conhecido do café. Segundo os especialistas, os mecanismos envolvidos também dizem respeito à prevenção da inflamação que leva à aterosclerose, que ocorre quando placas se formam nas artérias e podem impedir que o sangue passe por ali normalmente. “Os benefícios são obtidos com um consumo mínimo de duas xícaras grandes de café por dia, o equivalente a quatro ou cinco cafezinhos”, relata o cardiologista Luiz Antônio César, do Incor.

Cuidados na hora do consumo

Tantas notícias boas não significam que você pode tomar café quando quiser. Lembre-se que essa é uma bebida estimulante, que, se consumida à noite, pode atrapalhar o sono. “A primeira xícara deve ser ingerida na primeira hora após o despertar e as demais, com intervalos mínimos de duas horas entre uma e outra”, orienta a nutricionista Mônica Pinto, da Associação Brasileira da Indústria de Café. Sem falar que o café é contraindicado a pessoas que sofrem com problemas como gastrite ou refluxo gastroesofágico. Por isso, fale com seu médico ou nutricionista antes de tirar litros e mais litros da cafeteira.

Preste atenção também à cor do café. “Quanto mais escuro, menos propriedades funcionais a bebida tem. Por isso, opte por pós de cor marrom clara, tipo chocolate”, indica Mônica Pinto.

Coado ou expresso: qual é melhor? Outro ponto é o preparo da bebida: no caso do café coado, a água quente e o próprio filtro de papel ajudam a eliminar substâncias gordurosas que contribuem para o aumento do colesterol. Já a versão expressa carrega mais cafeína, importante para quem precisa estar ligado o tempo todo.

 

Fonte: Saúde é Vital